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Crise Imigratória Migrar é um direito!

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26/10/2018

As imagens impressionam e emocionam. Uma marcha com milhares de pessoas, em grande parte mulheres com crianças, se move desde o último dia 13, em direção aos Estados Unidos. São migrantes que saíram de Honduras, um dos países mais pobres e violentos da América Central.

No último final de semana, depois de cruzar a fronteira com a Guatemala, uma multidão rompeu a barreira com o México. Estima-se que cerca de 5 mil pessoas estejam em marcha já há milhares de quilômetros. A maioria é de hondurenhos, mas há pessoas da Guatemala e El Salvador. Há informações de outros grupos que se formaram e também seguem em direção aos EUA.

 

“Não viajamos porque queremos, a violência e a pobreza nos expulsam” tornou-se o lema da marcha. O objetivo da viagem é conseguir abrigo nos EUA e tentar melhores condições de vida.

 

 

Relatos divulgados pela imprensa revelam que essas pessoas não emigram, mas fogem. Em Honduras, 64% das famílias vivem em condições de pobreza, são assediadas em bairros e vilarejos por gangues que impõem violentamente o chamado “imposto de guerra”, uma extorsão a moradores, lojas, empresas, ônibus e táxis. Honduras é o único país centro-americano que tem duas cidades, San Pedro Sula e Tegucigalpa, no ranking das mais violentas do mundo, onde ocupam a posição 25ª e 35ª.

A posição do presidente norte-americano Donald Trump é a mesma que vem demonstrando quando o assunto é sobre migrantes: de xenofobia e discriminação. Trump anunciou o corte da ajuda financeira aos países da América Central, a quem acusa de não impedir a marcha de migrantes, e tem feito várias ameaças de que não vai permitir a entrada dos refugiados nos EUA e enviará tropas para a fronteira com o México.

 

Para o integrante do Setorial Internacional da CSP-Conlutas Herbert Claros, essa crise migratória é mais um exemplo das consequências nefastas para os povos das políticas neoliberais adotadas pelos governos.

 

“A migração forçada é um dos males da atualidade depois que governos aplicam políticas de austeridade que aumentam a pobreza, a violência e a crise social e promovem guerras, forçando famílias deixarem seus países. Essa é a origem da crise migratória que assistimos no Oriente Médio, na Europa, na Venezuela, Nicarágua, entre outros países”, disse.

 

“Em Honduras, o governo de Juan Orlando Hernández, conhecido como JOH, se manteve no poder por meio de um golpe nas eleições em 2017, inclusive com apoio dos EUA, para aplicar as políticas neoliberais a mando do imperialismo. Ambos são responsáveis pela atual crise humanitária”, afirmou.

 

“Nenhum ser humano é ilegal. É preciso todo apoio a essa caravana e exigir que os EUA garantam os direitos desses migrantes e ponha fim a sua política xenófoba e racista”, concluiu Herbert.

 

A CSP-Conlutas realizou em junho deste ano uma caravana a Roraima de apoio aos refugiados venezuelanos, e segue em campanha permanente pelo direito de migrar a todos os povos que buscam melhores condições de vida. Total solidariedade às milhares de famílias que vivem a tristeza da separação de seus entes queridos e em situação de vulnerabilidade.

 

Migrar não é crime. Migrar é um direito!

 

Com informações BBC e El País

 

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