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29M: multidão foi às ruas contra o vírus

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02/06/2021

De norte a sul, em mais de duzentas cidades, dezenas de milhares saíram às ruas, em plena pandemia, contra o pior dos vírus, a variante mais perigosa do mundo, a cepa Bolsonaro. Em nome dos mais de 450 mil mortos pela covid, os manifestantes, de máscara e mantendo distanciamento, protestaram pela vida, exigindo vacina no braço, comida no prato e, principalmente, Fora Bolsonaro. 

Os atos ocorreram em praticamente todas capitais, mas também em muitas cidades médias e pequenas. Foram os maiores protestos de rua desde o Tsunami da Educação, que ocorreu em maio de 2019, bem antes da pandemia. Havia muitos rostos jovens nas manifestações, e também mulheres e homens de mais idade que já tomaram as duas doses da vacina. Havia trabalhadores do setor público e privado, assim como estudantes e aposentados. Profissionais da linha de frente, como enfermeiras, médicos e trabalhadores do transporte, e também artistas, professores e operários marcaram presença. Havia nos atos muitos jovens negros e uma grande participação de mulheres. Foram todas e todos, unidos na diversidade, contra o inimigo comum do povo e da vida. 

Em um contexto de uma pandemia ainda em patamar elevado de contágio e mortes, o ideal  seria ninguém sair às ruas para protestar. Mas não vivemos numa situação normal. Estamos em um país presidido por um genocida, que sabotou a compra de vacinas e segue atuando deliberadamente — por meio do negacionismo e do boicote às medidas de distanciamento —  ampliar ao máximo o contágio pela covid. O país está à beira da terceira onda da covid, e milhares de brasileiros, sobretudo trabalhadores negros e pobres, moradores das periferias brasileiras, seguem morrendo todos os dias em hospitais superlotados ou em casa, onde a panela está vazia e segue apontando a bala da polícia. 

Apesar de tudo isso, Bolsonaro segue no poder. Segue no poder apesar de todos crimes cometidos, cujas provas estão sendo expostas aos montes pela CPI no Senado. Segue no poder porque a burguesia brasileira e seus representantes políticos não querem remover Bolsonaro da presidência. As dezenas milhares de pessoas, que, correndo riscos, foram corajosamente às ruas nesse sábado, representando a maioria do povo brasileiro, estão exigindo o impeachment do presidente genocida. O país não pode conviver com Bolsonaro até o fim de 2022. Não podemos esperar até as eleições de outubro do ano que vem. É preciso interromper o massacre do povo e a destruição do país imediatamente. Esse foi o recado das ruas hoje. 

O 29M não foi um dia de protesto de massas, como ocorre em manifestações com milhões ou centenas de milhares. Mas muita gente foi às ruas, considerando a situação crítica da pandemia. Isso demonstra que está crescendo a disposição para a luta. O repúdio a Bolsonaro, que já é majoritário na sociedade, encontrou eco no 29M, que foi o assunto mais falando nas redes sociais no país e no mundo hoje. O sucesso das manifestações desse sábado sinalizam para um processo crescente de mobilizações no Brasil. Merece parabéns todos setores da esquerda e dos movimentos sociais que engajaram na construção do 29M. Mas fez falta a presença de Lula no ato de São Paulo.

Nesse cenário, a Frente de Esquerda para as lutas e as eleições se faz mais necessária que nunca. A unidade em torno da Campanha Fora Bolsonaro precisa ser reforçada, unindo os partidos de esquerda (PSOL, PT, PCdoB, UP, PCB, PSTU), as frentes dos movimentos sociais (Povo Sem Medo e Brasil Popular), a Coalizão Negra Por Direitos, sindicatos, coletivos de trabalhadores precarizados e periféricos, torcidas organizadas, o movimento feminista, LGBT, estudantil, sem teto e indígena. 

 

As vidas perdidas pela política genocida de Bolsonaro, todas elas, não foram em vão. Pela memória dos que partiram e daqueles que ainda estão sob a mira do vírus, da fome e da bala, estamos presentes para derrubar Bolsonaro e abrir caminho para o futuro.

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