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Entrevista/Luís Inácio Lula da Silva

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12/02/2010

Cileide Alves

Se depender do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o governador Alcides Rodrigues (PP) e o prefeito Iris Rezende (PMDB) vão fazer aliança na disputa para a sucessão estadual. “Eu prefiro que o PP, do governador, e o PMDB, do prefeito, se juntem e formem uma aliança que aumente as suas chances localmente e fortaleça a candidatura à Presidência”, disse Lula em entrevista exclusiva ao POPULAR. O presidente admite que há dificuldades para “o ideal” combinar com “o possível”, numa referência ao histórico de disputa entre os dois partidos. “Mas isso também não é nenhum bicho-de-sete-cabeças.” A entrevista, por e-mail, foi liberada pelo Palácio do Planalto às 19h34, depois que o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, já tinha confirmado que não disputaria a eleição para governador de Goiás.

Em sua última visita a Goiás, em agosto de 2009, o sr. disse que em um mês o caso da Celg estaria resolvido e anunciou a retomada das obras do aeroporto de Goiânia. A negociação sobre a Celg ainda está em andamento e o aeroporto continua parado, sem perspectiva de retorno das obras. O sr. faz nova previsão agora para a solução desses dois problemas?
Em relação à Celg, para que a Eletrobrás adquira parte do controle da companhia, o Estado de Goiás ainda precisa tomar duas providências: reformular alguns pontos da lei estadual que define os procedimentos para que o Estado assuma a dívida da empresa; e enviar projeto de lei para que a Assembleia Legislativa autorize a assinatura do acordo entre os acionistas. Além disso, o Tesouro Nacional está conduzindo as negociações da solução do financiamento para o saneamento da companhia. Sobre o aeroporto, o contrato do consórcio responsável expirou em setembro de 2008. O consórcio e a Infraero divergem em relação ao inventário das obras já realizadas e a questão está dependendo agora de decisão judicial. Ainda não há data prevista para a manifestação definitiva do Judiciário, o que é indispensável para que a Infraero possa concluir os projetos executivos e licitar as obras que faltam. No entanto, com o objetivo de melhorar o conforto dos usuários deste aeroporto, até que a solução definitiva seja possível, a Infraero está contratando a instalação de estruturas modulares para a ampliação do terminal de passageiros. A expectativa é de que até junho deste ano essas instalações estejam concluídas no Aeroporto Santa Genoveva.

O sr. vai inaugurar em Goiânia a primeira etapa da construção da Barragem do João Leite, com recursos dos governos federal, estadual, BNDES e BID. Faltam agora duas etapas, para construção da rede de transporte e tratamento e da rede de distribuição que consumirão cerca de R$ 360 milhões. Há a possibilidade dos investimentos nessa área de saneamento recuarem e voltarem aos níveis da década 1997–2007, considerada a década perdida para o setor de saneamento?
Estamos inaugurando hoje a Barragem do Ribeirão João Leite, que foi construída em parceria com o governo do Estado, tendo em vista aumentar a oferta de água potável para a Região Metropolitana de Goiânia. Está previsto que o reservatório vai atingir a cota máxima no próximo mês de maio. Quanto à rede de canalização e à estação de tratamento, a ordem de serviço para a retomada das obras já foi emitida no final do ano passado. Não há possibilidade de recuo dos investimentos. Os recursos adicionais necessários à conclusão das obras já foram viabilizados por diversas fontes (Ministérios da Integração Nacional e das Cidades, BNDES e contrapartida estadual). A expectativa é de que as obras sigam a partir de agora sem interrupção, o que permitirá garantir a segurança hídrica de Goiânia e região. Sobre o que você chama de década perdida, na verdade a falta de investimentos em saneamento é ainda mais antiga. Quando assumimos, não havia sequer projetos para a área, inclusive porque havia a cultura de que obras que ficam enterradas no chão não aparecem para os eleitores e não rendem votos. Com o PAC, que lançamos em 2007, estamos mudando este quadro e atacando problemas que se acumularam durante décadas. De 2007 a 2009, destinamos nada menos que R$ 39,3 bilhões para os projetos de saneamento selecionados. Nunca se viu tantas obras sendo realizadas simultaneamente para resolver esse problema.

Na visita de agosto o sr. fez elogios ao presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, e não citou o prefeito Iris Rezende, fato que foi entendido pelo meio político goiano como sua opção pela candidatura de Meirelles ao governo de Goiás. O sr. tem mesmo essa preferência ou entende que Iris Rezende pode ser o candidato do PMDB?
Iris Rezende é um nome histórico da política goiana e tem todas as credenciais para pleitear qualquer posto. Estive recentemente com o prefeito e reafirmei-lhe o meu carinho por ele e pelo PMDB. A possível candidatura do prefeito é uma questão que tem de ser discutida e decidida pelas lideranças locais do partido. É claro que a questão não é apenas local, considerando que uma mexida no tabuleiro da política estadual pode provocar alterações no tabuleiro nacional e vice-versa. Mas, volto a repetir, essa questão depende fundamentalmente do PMDB, do Iris, do Meirelles, do Maguito e das demais lideranças goianas do partido. As outras agremiações da base aliada, incluindo o governador Alcides Rodrigues e seu bloco de apoio, também deveriam se juntar a esta grande frente para disputarmos os governos estadual e federal, além de garantir maioria nas casas legislativas. O fato concreto é que a definição do quadro eleitoral muitas vezes só acontece no último dia do prazo final. É como uma partida de futebol em que um time só garante a vitória marcando gol no último minuto.

Henrique Meirelles tem sido cotado como nome do PMDB para vice-presidente na chapa de Dilma Rousseff. Na sua opinião ele é um bom nome e tem chances na disputa interna no partido?
Sobre a candidatura a vice-presidente, na coligação que deve ser encabeçada pela ministra Dilma Rousseff, eu penso que as coisas ainda não estão maduras, mas pelo jeito estão caminhando para o amadurecimento. Em relação ao Meirelles, ele está comigo desde o primeiro dia do primeiro mandato e, se depender da minha vontade, continua até o último dia deste segundo mandato. Seu desempenho à frente do Banco Central, merecedor de todos os elogios, tem sido fundamental para o processo de controle da inflação. Mas, continuar no posto atual, ou se desincompatibilizar para disputar algum cargo político, é uma decisão que cabe a ele tomar. Quanto à candidatura a vice-presidente, não cabe a mim decidir e sim à candidata e ao PMDB.

A base de seu governo em Goiás pode ter dois candidatos a governador, um do PMDB e outro da frente partidária liderada pelo PP do governador Alcides Rodrigues. O sr. concorda com a divisão ou prefere um palanque só no Estado para ajudar à candidatura da ministra Dilma ?
Eu acho que o ideal é que a aliança construída na esfera federal possa se reproduzir nos níveis regionais. Teríamos um campo perfeitamente delimitado e unificado em todos os níveis, o que permitiria a defesa de uma plataforma que combinasse o local com o nacional. Ou seja, eu prefiro que o PP, do governador, e o PMDB, do prefeito, se juntem e formem uma aliança que aumente as suas chances localmente e fortaleça a candidatura à Presidência. Nem sempre, no entanto, o ideal combina com o possível. Em muitos Estados – não estou dizendo que isso ocorreu em Goiás –, o histórico de disputa dos partidos, os segmentos que representam, dificultam a união no nível do poder local. Mas isso também não é nenhum bicho-de-sete-cabeças. Em eleições anteriores, já tivemos exemplo de partidos ou coligações que concorreram no nível estadual e permaneceram afinados quanto à disputa nacional.

Fonte: O Popular

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