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Aumento real de salários dos trabalhadores bate recorde

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27/09/2010
Agência Estado

São Paulo- No ano em que a economia deve crescer mais de 7%, em um ambiente de inflação ao redor de 4,5%, trabalhadores das categorias mais organizadas no País se preparam para embolsar os ganhos reais de salários mais polpudos das últimas décadas. Os metalúrgicos de montadoras do ABC paulista saíram na frente, mas acompanhados de perto por outras categorias.
Ao lado deles, que conquistaram, na semana passada, o maior aumento real da história da categoria - de 6,26%, mais reposição da inflação de 4,29%, num total de 10,81% -, ocorreu a campanha salarial dos petroleiros também resultou em ganhos históricos para a categoria, de até 4,65% acima da inflação.

Nos 15 anos em que o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) acompanha os resultados de acordos e convenções coletivas no País, 2010 deverá apresentar a maior quantidade de aumentos reais acima de 5%. Na semana passada, eles já somavam 57, o equivalente a 5,7% do painel de 299 negociações analisadas este ano.

Até agora, o melhor ano foi 1996, quando 6,9% das negociações resultaram em ganhos reais acima de 5%. "Como o ano ainda não acabou, e o segundo semestre concentra a data-base das categorias mais organizadas do País, eu não teria dúvida em afirmar que vai ganhar de 1996", diz o economista Sérgio Mendonça, do Dieese.

Petroleiros
Na sexta-feira, a maioria dos sindicatos de petroleiros, que somam 75 mil trabalhadores em todo o País, já tinha aprovado acordo com a Petrobras prevendo índices de aumento real entre 3,7% e 4,6%. Grosso modo, os trabalhadores que ganham menos terão os índices maiores de aumento. "É o maior aumento real de salário que já tivemos", diz o coordenador da Federação Única dos Petroleiros (FUP), João Antônio de Moraes.


Com data-base idêntica à dos metalúrgicos (1º de setembro), a campanha dos petroleiros trouxe outra novidade este ano. "Eu negocio há uns dez anos e não me recordo de nenhum em que tenhamos assinado acordo antes do mês de outubro", conta Moraes.

Não foi preciso sequer recorrer à greve geral, como em anos anteriores. Bastaram algumas mobilizações e uma paralisação de advertência de advertência de oito horas para arrancar a proposta da estatal. "As condições econômica do País são excepcionais, e a Petrobras acompanha o Brasil", diz o sindicalista. "Prova disso é o imenso sucesso da capitalização da empresa na bolsa."
Montadoras
Só no ABC, o reajuste de 10,81% engordou os salários de 32 mil metalúrgicos. Além do salário maior, eles vão receber ainda um abono de R$ 2,2 mil no mês que vem. Com mais dinheiro, muitos fazem planos. "Quero comprar uma casa", diz o metalurgico Augusto da Silva.


Reposições em Goiás ficam acima do INPCRicardo César

O reajuste salarial dos goianos segue a boa maré do País. Segundo dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), até agosto, 88,9% das 19 correções salariais feitas por sindicados ficaram acima do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Entre os setores da economia que receberam reajustes superiores aos 5,5% da inflação média, estão a indústria e o comércio. Conforme o levantamento do Dieese, 100% das readequações de vencimentos de servidores das duas áreas ficaram acima do IPC. O setor de serviços, porém, teve apenas 60% de correções que ultrapassaram a inflação.

Se forem somadas a quantidade de salários superiores e iguais à inflação acumulada, 94,7% tiveram aumentos de salários iguais ou superiores ao IPC, na prática. Assim, entre as 19 categorias que tiveram os pisos alterados nesse ano, 14 reajustes ficaram acima da inflação, 3 acordos fixaram altas salariais iguais ao INPC e 2 categorias tiveram aumento abaixo da inflação. Entre os setores econômicos, a maior parte dos pisos levantados em Goiás é da indústria (47,4%).

Ainda segundo o órgão, no Estado, de forma geral, 7% das negociações garantiram reajustes iguais à variação do índice inflacionário e 18,2% obtiveram percentual igual e outros 4%% não conseguiram repor o poder de compra dos trabalhadores em 2009. O trimestre de março, abril e maio é o período em que ocorrem as negociações dos salários dos trabalhadores de importantes categorias, como a dos comerciários, sucroalcooleiros, construção civil, urbanitários, metalúrgicos, asseio e conservação e funcionários públicos da Prefeitura de Goiânia, entre outros.

No ano passado, com relação à data-base, os melhores resultados nas negociações em Goiás ocorreram nos meses de março, abril e maio, enquanto no restante do País foi em agosto, setembro e outubro, seguindo a tendência de todos os anos.
Cenário
Segundo o economista Luiz Dantas, o cenário, em 2010 é positivo para os reajustes. Segundo ele, os trabalhadores goianos foram beneficiados com o crescimento da economia e com o avanço do mercado de trabalho acelerado.


Para ele, a crise de 2008 não pode ser mais usada pelos empresários como argumento nas mesas de negociação para dificultar a conquista de objetivos. "Pelo contrário, o crescimento é usado para garantir o reajuste", diz o economista.


Fonte: Jornal O Popular


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