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Desemprego mantém-se relativamente estável

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27/12/2010

Em novembro, o mercado de trabalho, nas sete regiões que compõem o Sistema PED - Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED) - manteve relativa estabilidade. A taxa de desemprego recuou dos 10,8%, registrados em outubro, para os atuais 10,6%, apontando uma redução de 1,9%.  O nível de ocupação também pouco se alterou (0,1%), com a criação de apenas 12 mil postos de trabalho. Estas informações fazem parte da PED, realizada regularmente pelo convênio mantido entre a Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (Seade) e o DIEESE (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos), com apoio do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) e parceria com instituições e governos locais nas regiões metropolitanas de Belo Horizonte, Fortaleza, Porto Alegre, Recife, Salvador e São Paulo e no Distrito Federal. Em relação a novembro  de 2009, a taxa de desemprego apresentou queda de 17,8%, já que naquele mês correspondia a 12,9%. Em igual período a ocupação evoluiu 3,8%, com a abertura de 731 mil vagas.

O total de desempregados, em novembro, foi estimado em 2.355 mil pessoas, o que representa uma redução de  1,9% (ou 45 mil pessoas a menos) em comparação com outubro.  Em relação a novembro de 2009, o total de desempregados teve diminuição de 484 mil pessoas,  com uma queda de 17,0% no total. 

A pequena geração de postos de trabalho, em novembro, foi consequência de forte redução da abertura de postos no setor Serviços. Em novembro foram criadas apenas 18 mil ocupações, enquanto em outubro haviam sido gerados 152 mil.  Já a Indústria teve comportamento oposto, criando 54 mil vagas (1,1%) contra 33 mil do mês anterior. O Comércio desativou 8 mil postos (-0,2%), contra a abertura de 12 mil em outubro. Também houve leve redução na geração de postos na Construção Civil, mas em ritmo menor: se em outubro haviam sido geradas 30 mil ocupações, agora foram 23 mil.  Houve forte redução de vagas (-4,6%, ou 75 mil postos) nos Outros Setores, que inclui o emprego doméstico.

Em relação a novembro de 2009, apenas os Outros Setores apresentaram desempenho negativo (89 mil ocupações e queda de 5,5%). A expansão mais significativa ocorreu na Indústria, com aumento de 6,9% (197 mil vagas), o que fez com que o setor totalize 3.035 mil ocupados. Na Construção Civil, onde se encontram 1.295 mil postos, o crescimento em um ano foi de 6,1% (74 mil ocupações). Mesmo com o fraco desempenho de novembro, o setor Serviços cresceu 4,3%, em um ano e abriu no período 442 mil postos. O total de ocupações no setor chega a 10.734 mil. Também o Comércio, apesar do fechamento de vagas no último mês, apresenta evolução de 3,4%, e criação de 107 mil vagas.

O trabalho assalariado com carteira assinada, no setor privado foi o que mais cresceu no mês, com a criação de 103 mil empregos (1,1%). Em 12 meses a expansão chega a 8,3%, devido à geração de 722 mil ocupações. O assalariamento sem carteira assinada (-9 mil postos), o trabalho autônomo (-28 mil ocupações) e o emprego doméstico (-57 mil) tiveram desempenho negativo no mês e em 12 meses. Em um ano, o destaque é o emprego doméstico, que registrou retração de 6,7%. 

Em outubro, o nível de rendimentos de ocupados e assalariados voltou a crescer no conjunto de regiões pesquisadas. Para o rendimento médio dos ocupados, a elevação foi de 2,0%, e seu valor chegou a R$ 1.382, enquanto o salário médio subiu 1,4%, equivalendo a R$ 1.428. Entre outubro de 2009 e deste ano, a elevação do rendimento médio real correspondeu a 9,1%, para os ocupados e a 6,3%, para os assalariados.

Clique PED metropolitana para ler os dados do conjunto das regiões pesquisadas.

Dados regionais

Das sete regiões onde a PED é realizada, em três houve crescimento no desemprego, em novembro. O maior aumento ocorreu em Fortaleza (5,1%), onde a taxa de desemprego passou de 7,9%, em outubro, para 8,3%, em novembro. Em Belo Horizonte, o incremento foi de 4,2%, com a taxa subindo de 7,2% para 7,5%. No Distrito Federal a elevação da taxa foi de 0,8%, passando de 13,1% para 13,2%. 

As outras quatro regiões pesquisadas apresentaram recuo no desemprego, e a maior variação ocorreu em Porto Alegre (-6,1%), onde a taxa passou de 8,2% para 7,7%. Em Recife (-4,3%) a taxa de desemprego reduziu-se de 14,1% para 13,5%; em Salvador (-3,9%) variou de 15,4% para 14,8% e em São Paulo (-1,8%) a taxa que era de 10,9%, em outubro, caiu para 10,7%, em novembro. 

Em todas as regiões o desemprego reduziu-se em comparação com novembro de 2009. O menor recuo ocorreu no Distrito Federal (-13,7%), pois há um ano a taxa era de 15,3%. Em Fortaleza, onde a taxa era de 9,8%, ela caiu 15,3%. Em São Paulo (-16,4%), passou de 12,8%, para os atuais 10,7%. Em Salvador houve redução de 16,9%, com a taxa que atingia 17,8%, chegando aos atuais 14,8%. Em Porto Alegre o recuo foi de 23,0%, pois em novembro de 2009 a taxa correspondia a 10,0%. Em Belo Horizonte, há um ano, a taxa era de 9,8% e reduziu-se em 23,5%, desde então. A maior queda na taxa ocorreu em Recife (-23,7%), ua vez que era estimada em 17,7% em 2009 e hoje está em 13,5%.

O nível de ocupação apresentou comportamento heterogêneo nas diferentes regiões pesquisadas. Houve crescimento de 1,2%, em Porto Alegre; aumento mais modesto, de 0,6%, em Fortaleza e de 0,3%, em Recife. Em São Paulo, o nível de ocupação manteve-se estabilizado. Três regiões apresentaram queda: Belo Horizonte (-0,6%), Distrito Federal (-0,5%) e Salvador (-0,4%). Todas as regiões tiveram crescimento no nível de ocupação em 12 meses: 9,4%, em Recife; 5,7%, em Salvador; 5,5%, em Porto Alegre; 4,1%, em Fortaleza; 3,8% em São Paulo e 2,6%, no Distrito Federal. 

O rendimento médio real dos ocupados aumentou em São Paulo (4,1%, passando a valer R$ 1.524); Recife (3,1%, correspondendo a R$ 945); Fortaleza (onde chegou a R$ 861, devido a alta de 1,7%) e no Distrito Federal (1,2%, equivalendo a R$ 2.046). Reduções foram apuradas em Salvador (-2,9%, ficando em  R$ 1.058); Belo Horizonte (-1,5%, ou R$ 1.365) e Porto Alegre onde houve queda de 0,5% e o valor médio foi de R$ 1.350. 

Em 12 meses, a PED apurou aumento no rendimento médio em  todas as regiões: 18,1%, em Recife; 13,0%, em São Paulo; 7,5%, no Distrito Federal; 4,2%, em Belo Horizonte; 3,4%, em Salvador;  2,4%, em Porto Alegre e 1,5%, em Fortaleza. 
 

Acesse também Regionais para ver os dados detalhados de cada uma das regiões

Acesse também: www.dieese.org.br 

Fonte: DIEESE

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