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Problemas de oferta e economia aquecida fizeram IPCA estourar centro da meta

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07/01/2011

PEDRO SOARES
NO RIO

Liderada pela alta dos alimentos, a inflação de 2010 estourou a meta do governo em razão do aquecimento maior da economia e de choques de ofertas, como problemas climáticos. Somados, esses efeitos levaram o IPCA do ano (5,91%) a superar o centro da meta --de 4,5%-- em quase um ponto e meio.

A variação no ano passado foi a maior desde 2004. E o pior é que o cenário para 2011 se repete, com novas ondas de intempéries do clima e com a manutenção dos fatores que sustentaram o consumo --renda e emprego em alta.

Com o consumo aquecido, os alimentos encontraram terreno para avançar. Um exemplo é o das carnes --que tiveram alta de 29,64%. Sozinho, o produto correspondeu a quase 10% da variação do IPCA.

Em 2009, com a contração do mercado externo, o país exportou menos e as carnes caíram 5,33%.

Em 2010, as vendas ao exterior se recuperaram, o consumo doméstico cresceu, a seca do segundo semestre também prejudicou o pasto e as rações subiram na esteira da alta das commodities (soja e milho). Juntos, esses fatores levaram à disparada dos preços, que atingiram os maiores níveis da década.

O clima desfavorável em vários países pressionou as commodities e fez subir preços como os do pão francês em 2010 (8,55%).

Mas esse não foi o único efeito. "Há também uma pressão de demanda, que contribuiu para a alta dos alimentos. Mais emprego e mais renda se traduz em mais consumo. A procura aumenta e os preços sobem também", disse Eulina Nunes dos Santos, coordenadora de Índices de Preços do IBGE.

Passada a crise, diz, a demanda se reaqueceu e a inflação voltou a subir --em 2009, o IPCA havia sido de 4,31%. 

"O perfil da inflação é o mesmo de 2008, quando o consumo estava em alta e os preços dos alimentos também lideraram a inflação. Em 2010, a inflação também acompanhou de perto a variação dos alimentos."

Já um exemplo de pressão de oferta é o aumento do feijão --o do tipo carioca subiu 63,62% em 2010-- reflete o excesso de chuvas no começo do ano.

SERVIÇOS

Outros preços afetados pelo cenário de demanda aquecida foram os dos serviços, segundo Nunes dos Santos. Junto com os alimentos, corresponderam a quase 70% do IPCA.

Entre os serviços, destacaram-se as altas de empregado doméstico (11,82%), aluguel (7,42%) e condomínio (7,11%) --que sofrem efeitos da renda maior e do reajuste do salário mínimo.

Também no rol dos serviços, a refeição fora de casa e o lanche --altas de 10,62% e 9,59%, respectivamente- sofreram um duplo efeito: o do aumento de custos provocado pelo reajuste do mínimo e da pressão dos alimentos.

Segundo Nunes dos Santos, por outro lado, os preços administrados se mantiveram comportaram e "ajudaram a conter a inflação em 2010". Muitos deles, diz, deixaram de ser "indexados" e subiram menos.

É o caso da telefonia, que levou o grupo comunicação a subir apenas 0,88% no ano passado. A gasolina também segurou o IPCA, com aumento de apenas 0,60%.
A exceção ficou por conta dos ônibus urbanos, que subiram mais e fecharam 2010 com reajuste de 7,16%.

Para 2011, já ocorreu uma nova rodada de aumentos, que terá impacto no IPCA de janeiro. Três capitais subiram o valor da tarifa: São Paulo (11,10%), Belo Horizonte (6,5%) e Salvador (8,7%). 


Fonte: Folha Online

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