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Cestas Básicas variam de -1,79% até 2,79%

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03/06/2011

Das 17 capitais onde o DIEESE - Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos – realiza a Pesquisa Nacional da Cesta Básica, 12 apresentaram alta de valor em maio, com variações entre 2,79% e 0,08%. Cinco cidades tiveram queda em seu preço, oscilando entre -1,79% e -0,22%. As maiores altas ocorreram em Recife (2,79%), Fortaleza (2,54%), Rio de Janeiro (1,90%), Vitória (1,75%), São Paulo (1,66%), Goiânia (1,34%) e Florianópolis (1,02%), as demais apresentaram taxas positivas, inferiores a 1%. Dentre as cestas com deflação chamam atenção as quedas verificadas em Natal (-1,79%) e Manaus (-0,96%).

    A aquisição do conjunto de itens básicos em São Paulo custou R$ 272,98, o maior valor entre as localidades pesquisadas. Em Porto Alegre, o preço da cesta correspondeu a R$ 265,70 e, em Vitória, ficou em R$ 260,59. As cidades mais baratas foram Aracaju      (R$ 186,67), João Pessoa (R$ 200,18) e Salvador (R$ 202,40).

    Com base no maior valor apurado para a cesta e levando em consideração o preceito constitucional que estabelece que o salário mínimo deve suprir as despesas de um trabalhador e sua família com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência, o DIEESE estima mensalmente o salário mínimo necessário.


    Em maio, o valor do mínimo foi calculado em R$ 2.293,31, o que representa 4,21 vezes o mínimo em vigor, de R$ 545,00. Em abril, o piso mínimo era estimado em R$ 2.255,84 (4,14 vezes o menor salário legal), enquanto em maio do ano passado correspondia a R$ 2.157,88, ou seja, 4,23 vezes o valor então vigente (R$ 510,00).

Variações acumuladas

    Nos primeiros cinco meses deste ano, 16 das 17 localidades pesquisadas acumulam aumento de preços, a única com queda de valor foi Manaus (-2,59%). As maiores variações positivas foram registradas em Vitória (7,68%), Rio de Janeiro (7,14%), Florianópolis (7,13%), Brasília (6,53%), Aracaju (6,13%) e Fortaleza (6,01%).

    Nos últimos 12 meses, de jun/10 a mai/11, Fortaleza (17,38%) apresentou a maior variação para o conjunto dos produtos, seguida por Goiânia (13,34%), Rio de Janeiro (8,17%) e Florianópolis (8,15%). Ao longo deste período, dentre as quatro cidades com variações negativas, as com maiores quedas foram Salvador (-6,37%) e Recife (-4,24%).

Cesta x salário mínimo

    Para adquirir a cesta básica, o trabalhador que ganha salário mínimo precisou cumprir, em maio, na média das 17 capitais pesquisadas, uma jornada de 95 horas e 16 minutos, tempo maior que o exigido em abril (94 horas e 41 minutos). Em maio de 2010, a mesma compra comprometia uma jornada bem maior: 97 horas e 39 minutos. 

    Quando se considera o percentual do salário mínimo líquido gasto com a cesta, após a dedução da parcela referente à Previdência Social, também é possível notar um pequeno aumento, em maio (47,07%) em relação ao comprometido em abril (46,78%). Em maio de 2010, o custo da cesta representava 48,24% do mínimo líquido.

 

Fonte: DIEESE
 

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