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Desconto total de 18% na conta de luz, só em março

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10/02/2013

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A redução na tarifa de energia elétrica é assunto debatido desde o ano passado, mas, na prática, o desconto de 18% determinado pelo governo federal só chegará na totalidade e a todos os consumidores residenciais a partir de março. O novo valor do quilowatt/hora (kWh) - que é unidade de medição do consumo - está valendo desde 24 de janeiro, mas os efeitos ainda são proporcionais. O preço do kWh definido para Goiás pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) é de R$ 0,29662. Contando com os impostos que incidem sobre a conta (ICMS, Pis e Cofins), o kWh já está custando R$ 0,45107.

Uma residência em que o consumo de energia gira em torno de R$ 100,00 por mês passará a receber uma conta em torno de R$ 18 mais barata (a variação exata vai depender dos porcentuais dos tributos). Neste exemplo, a economia experimentada pelos próximos sete meses (prazo em que a tarifa irá vigorar sem alteração) será de R$ 126,00. Para os industriais, a média de redução será maior, de 30%, podendo chegar a 32%.

Para a Celg, essa redução na tarifa vai representar uma diminuição no fluxo de caixa da ordem de quase R$ 80 milhões, segundo informações do gerente do Departamento de Gestão Comercial da Celg Distribuidora (Celg D), Mário Zeidler Machado Milhomem. Mas isso não significa que será um rombo para a empresa. A limitação na receita será devidamente compensada pelo enxugamento nos custos da energia (seja com redução de encargos ou de valores de compra), explica o diretor de Engenharia e Planejamento da Celg D, Humberto Eustáquio Tavares Correia.

Em Goiás, os clientes residenciais da Celg terão a certeza do desconto de 18% apenas até setembro. Esta é a data base em que a empresa aplica seu reajuste anual. Contudo, este ano, em vez do aumento simples baseado no índice do IGP-M, será feita a revisão tarifária, que é realizada a cada quatro anos. Humberto Eustáquio explica que essa avaliação é feita pela própria Aneel, que envia técnicos para dentro da empresa, para computar custos operacionais, encargos pagos, receitas e diversos outros fatores econômicos da distribuidora.

Dependendo do resultado avaliado, a tabela da energia elétrica distribuída aos consumidores pode ser revisada para mais ou para menos. “De 2011 para cá, várias empresas tiveram redução de tarifa, em cerca de 6%. Mas não temos como fazer uma projeção do que vai acontecer em setembro”, ressalta o diretor, lembrando que, na última revisão junto à Celg, feita em 2009, a Aneel determinou a diminuição de valores.

Mesmo com a possibilidade de novo aumento da energia a partir de setembro, o executivo garante que não chegará ao mesmo patamar do desconto atual, de 18%. Para exigir este porcentual de desconto, o governo deu, em troca, a antecipação da renovação das concessões de energia que venceriam entre 2015 e 2017, e eliminou encargos federais sobre a conta de luz. As concessões foram liberadas por mais 30 anos.

MORDE E ASSOPRA

Embora a Celg viesse de um longo período sem reajustes de tarifas de energia elétrica, os dois aumentos praticados no ano passado, em junho e setembro, impactaram significativamente o orçamento das famílias durante o período, em especial daquelas com renda até cinco salários mínimos. Pela inflação calculada pelo Instituto Mauro Borges, ligado à Secretaria de Gestão e Planejamento (Segplan), a alteração no preço da energia ao longo de 2012, elevou a conta do consumidor em 21,68%. Por isso, o peso do desconto promovido agora acaba ficando diluído no cenário inflacionário anterior.

O preço da energia elétrica praticado em Goiás está numa posição mediana, comparado às demais distribuidoras brasileiras. Para se ter uma ideia, o valor do quilowatt/hora praticado pela Celg-D é 50% maior do que a tarifa mais barata do País, da Companhia de Eletricidade do Amapá (CEA), onde custa agora R$ 0,19729 (sem impostos e com desconto). A tarifa mais cara é a da Companhia de Eletricidade do Acre (R$ 0,37060), quase 20% maior do que a goiana.

 

Lídia Borges / Jornal OPopular

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