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01/04/2013

 

Em 2011, depois de assumir o mandato e fechar o acordo com a Eletrobras, o governador voltou a defender sua proposta de administração técnica, ao propor contratação de headhunter para apontar profissionais “ilibados” para a direção da companhia. “Vamos afastar definitivamente qualquer ingerência política na nova Celg”, afirmou, defendendo a medida como forma de evitar novas dificuldades financeiras na empresa.

A declaração foi em dezembro de 2011, na solenidade em que o então diretor técnico da companhia, Humberto Eustáquio, assumiu interinamente a presidência. Dois meses depois, o comando da companhia passou para o engenheiro Leonardo Lins de Albuquerque, indicado pela Eletrobras.

Na semana passada, outra estatal goiana, a Saneago passou a ser comandada pelo ex-prefeito de Itumbiara José Gomes da Rocha (PP), em meio à polêmica por conta de uma condenação que o tornaria ficha suja. Fora o fato de, caso seja confirmado que José Gomes não tem a certidão negativa na Justiça, sua nomeação estar atropelando um decreto que o próprio governador criou – de acatar as regras da Lei da Ficha Limpa para a composição do quadro de auxiliares, também promessa de campanha –, fica a pergunta: O que leva Marconi a pensar diferente em relação à Celg e à Saneago, duas estatais de peso, responsáveis pela prestação de serviços na grande maioria dos 246 municípios goianos?

Se entre os principais problemas da crise da Celg, com rombo de R$ 7 bilhões em 2011, estiveram a má gestão e outras consequências da ingerência política – apontadas inclusive por uma CPI na Assembleia em 2010 –, por que não tomar cuidado para que o problema não se repita na Saneago? Por que não aprender com os erros?

Se o governador levantou a bandeira da gestão técnica como forma de evitar novas dificuldades e garantir o saneamento da empresa de energia, por que pensa diferente sobre a Saneago, uma empresa que conta com previsão de investimentos bilionários para os próximos anos, especialmente com recursos federais previstos no Programa de Aceleração do Crescimento?

A nomeação de José Gomes, que há pelo menos cinco anos exerce influência na Saneago, indica a dependência política do governador em relação aos acordos eleitorais tanto da campanha de 2010 como para fortalecer sua candidatura em 2014.

Além de nomear o ex-prefeito, também na semana passada o governador escolheu Nicomedes Borges, ex-presidente da Saneago indicado por José Gomes, para o cargo de desembargador, em lista tríplice, mostrando a força política do grupo de Itumbiara. Duas nomeações que foram confirmadas, mesmo gerando polêmicas – Nicomedes é alvo de ação por improbidade administrativa –, prova de que o tucano está focado em seu projeto eleitoral.

É preciso refletir sobre as consequências dos compromissos políticos assumidos pelo governo, que chamam a atenção até mesmo de aliados, e sobre o limite para ofertas de cargos na administração.

No final do ano passado, a Saneago solicitou autorização do Conselho de Administração para contratar R$ 6,5 milhões em empréstimos para suprir necessidades de caixa (frequentes déficits de capital de giro). Também no final do ano, assinou contrato de R$ 250 milhões com o banco Credit Suisse – aquele mesmo que apareceu no início deste governo como possível salvador da Celg – para investimentos em infraestrutura.

Enquanto isso, a empresa fecha contratos para shows de cantores sertanejos em inaugurações no interior e na capital, lança licitação para aluguel de aeronaves e elevou em quatro vezes os gastos com propaganda em 2012 em relação ao ano anterior. Foram registradas despesas de R$ 7,43 milhões no ano passado com publicidade, de acordo com informações da estatal.

A eficiência na gestão pública, especialmente em empresas que prestam serviço à população, será cada vez mais cobrada. A onda de transparência, que é inevitável, e os dados cada vez mais abertos possibilitarão maior vigilância de órgãos públicos. E Goiás certamente não vai aceitar apagões na área de saneamento como já é realidade hoje na Celg.

Fonte: O Popular - Fabiana Pulcineli

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