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BC retira avaliação que pressões inflacionárias tendem a melhorar

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06/11/2014

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central avaliou nesta quinta-feira (6), por meio da ata de sua última reunião, quando a taxa de juros foi elevada de 11% para 11,25% ao ano, o que surpreendeu o mercado financeiro, que o "realinhamento" (alta) de preços domésticos frente ao internacionais e, também, dos preços administrados (como energia elétrica e gasolina) foram intensificados, o que tornou o "balanço de riscos para a inflação menos favorável".

"Parte de seus membros argumentou que incertezas ainda cercam a magnitude e a persistência desses ajustes [preços domésticos e administrados] e, por isso, posicionou-se a favor de que, neste momento, as condições monetárias permanecessem inalteradas [juros estáveis]. No entanto, a maioria dos membros do Copom considerou oportuno ajustar, de imediato, as condições monetárias [subir juros], de modo a garantir, a um custo menor, a prevalência de um cenário mais benigno para a inflação em 2015 e 2016", diz o BC no documento.

Embora o baixo nível de atividade e a queda dos preços das "commodities" (produtos básicos com cotação internacional) atuem para conter a inflação neste momento, analistas observam que a alta do dólar e dos preços administrados (como telefonia, água, energia, combustíveis e tarifas de ônibus, entre outros), continuam pressionando os preços. Além disso, a inflação de serviços, impulsionada pelos ganhos reais de salários, segue elevada.

Pressões inflacionárias
O Copom também retirou a avaliação, antes citada nas atas do Copom, de que as pressões inflacionárias presentes na economia tenderiam a "arrefecer ou, até mesmo, a se esgotarem ao longo do horizonte relevante para a política monetária (nos próximos anos)".

Em outro ponto, o Banco Central informou que a política monetária (de definição dos juros para conter as pressões inflacionárias) deve se manter "especialmente" vigilante de modo a minimizar riscos de que níveis elevados de inflação, como o observado nos últimos doze meses, persistam no horizonte relevante para a política monetária (próximos anos). A palavra "especialmente", que havia sido retirada das últimas atas do Copom, voltou a figurar no texto em uma sinalização de que a taxa de juros pode avançar novamente nos próximos meses.

Além do consumo das famílias e ampliação dos investimentos e das exportações, o Copom avaliou que os desenvolvimentos no "âmbito parafiscal" (superávit primário do setor público) e no mercado de ativos (como o preço do dólar, por exemplo), são "partes importantes do contexto no qual decisões futuras de política monetária (decisoes sobre juros) serão tomadas, com vistas a assegurar a convergência tempestiva da inflação para a trajetória de metas".

Em um ano eleitoral, os gastos públicos subiram em um cenário de fraco desempenho da arrecadação, por conta das desonerações e do ritmo de atividade da economia, o que levou o superávit fiscal do governo ao pior resultado da história em setembro e no acumulado deste ano. Ao mesmo tempo, o dólar tem registrado alta nas últimas semanas, o que também pressiona a inflação.

A expectativa de analistas do mercado financeiro, até o momento, é de que a taxa básica de juros da economia, atualmente em 11,25% ao ano, deve avançar para 11,50% ao ano em janeiro de 2015 e para 12% ao ano em março do ano que vem.

Mais inflação em 2014
A autoridade monetária também previu aumento maior da inflação nos próximos anos. De acordo com a ata do Copom divulgada hoje, a projeção para a inflação de 2014, do BC, elevou-se em relação ao valor considerado na reunião anterior e permanece acima da meta de 4,5% tanto no cenário de referência (câmbio e juros fixos) quando no cenário de mercado (dólar e juros projetados pelos analistas) para 2014.

Para 2015, acrescentou o BC, a projeção de inflação aumentou no cenário de referência e diminuiu no cenário de mercado, nos dois casos permanecendo acima da meta de 4,5%. "Para os três primeiros trimestres de 2016, apesar de indicarem que a inflação entra em trajetória de convergência, tanto no cenário de referência quanto no de mercado, as projeções também apontam inflação acima da meta de 4,5% fixada pelo CMN", informou a instituição.

Pelo sistema de metas de inflação vigente na economia brasileira, o BC tem de calibrar os juros para atingir objetivos pré-determinados. Para 2014, 2015 e 2016, a meta central de inflação é de 4,5%, mas o IPCA, que serve de referência para o sistema brasileiro, pode oscilar entre 2,5% e 6,5% sem que a meta seja formalmente descumprida.

Em doze meses até setembro, o IPCA somou 6,75% - acima do teto de 6,5% do sistema de metas brasileiro. Entretanto, o governo considera que a meta foi cumprida ou não apenas com base no acumulado em 12 meses até dezembro de cada ano.

Fonte: G1

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