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Eletrobras quer vender pelo menos 4 distribuidoras

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06/04/2015

A Eletrobras já cumpriu seu papel nas sete distribuidoras de energia federalizadas e quer que o governo federal apoie a venda de ao menos quatro delas que se tornaram superavitárias em 2014 e mais atrativas, afirmou à Reuters um fonte do governo próxima ao assunto.

A estatal contratou um estudo do Santander Brasil para orientá-la sobre o futuro dessas distribuidoras regionais.

A Eletrobras quer que governo autorize a venda de ao menos parte dessas distribuidoras controladas, por entender que o papel de saneá-las e torná-las lucrativas já foi feita ao longo dos últimos anos, disse a fonte.

A venda das distribuidoras, se confirmada, somente ocorreria a partir de junho, quando se espera que o governo federal tenha uma definição sobre a renovação da concessão das distribuidoras.

"Se houver a renovação existe essa possibilidade de venda (...) essas empresas quando foram para a Eletrobras, foram provisoriamente e, não definitivamente. Esse é o caminho normal”, disse a fonte à Reuters, pedindo para não ser identificada.

Segundo a fonte, as distribuidoras Celg Distribuição (Goiás), Ceron (Rondônia), Cepisa(Piauí) e Eletroacre (Acre), que se tornaram superavitárias em 2014, são as mais aptas a serem vendidas.

"Elas estão numa boa condição para serem desestatizadas (...) principalmente as ligadas ao Sistema Interligado Nacional", disse a fonte. "Se renovar a concessão, a possibilidade de vender é real", adicionou.

Porém, a forma como a venda das empresas será feita ainda precisa ser discutida e avalizada pelo governo federal.

As distribuidoras de Rondônia, Piauí e Acre foram federalizadas no fim dos anos 1990, enquanto a compra da Celg Distribuição foi concluída em janeiro.

LEILÕES MAIS SELETIVOS

A Eletrobras, de acordo com a fonte, precisará ser mais seletiva nos leilões de energia deste ano, diante do ambiente de baixos níveis de reservatórios de hidrelétricas que têm elevado os custos com a compra de eletricidade para cumprimento de contratos.

Nesse cenário, a estatal pode diminuir o apetite nos leilões de energia programados para esse ano e buscará parcerias para viabilizar sua participação.

"A empresa vai participar dos leilões de forma bem seletiva e em parcerias. A Eletrobras com 49 por cento e os grupos parceiros com 51 por cento", disse a fonte.

O orçamento de investimentos para esse ano da Eletrobras é de cerca de 14 bilhões de reais, sendo que aproximadamente 11,5 bilhões de reais já estão garantidos. Segundo a fonte, a estatal pode, se necessário, levantar os outros 2,5 bilhões de reais restantes junto a bancos privados e públicos, entre eles a Caixa Econômica Federal e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Fonte: Reuters

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