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Efeito esponja vence chuva e agrava falta de água

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08/09/2015

O calor intenso, a vegetação seca e o efeito esponja provocado pelo solo sem umidade são hoje os principais "rivais" naturais da recuperação dos Sistemas Cantareira e Alto Tietê, que estão à beira do colapso.

Mesmo com um volume de chuvas próximo da média neste ano, os dois maiores mananciais que abastecem a Grande São Paulo têm recebido menos da metade da água esperada nas represas, quebrando recordes históricos.

Levantamento feito pelo Estado, com base em dados fornecidos pela Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), mostra que choveu no Cantareira entre janeiro e agosto uma média de 113,9 milímetros por mês, apenas 5% a menos do que o esperado: 119,9 milímetros mensais. Mas a vazão que de fato enche os reservatórios, seja pela chuva, pelo rio ou pela recarga do lençol freático, ficou 59% abaixo da média no período.

 
 

No caso do Alto Tietê, que está em situação mais crítica porque só tem 13,3% da capacidade - marca da sexta-feira - e não possui volume morto disponível como o Cantareira, as chuvas só ficaram 1,7% aquém da média, enquanto a entrada de água nas cinco represas que formam o sistema foi 42% menor do que o previsto.

Os números mostram, por exemplo, que neste ano já choveu na região 44% mais do que no mesmo período de 2014, quando a crise hídrica foi deflagrada, mas a vazão dos rios que alimentam os reservatórios caiu 14% agora.

O geólogo Pedro Côrtes, professor de gestão ambiental da Universidade de São Paulo (USP), explica que a falta de chuvas no passado e a superexploração dos mananciais durante a estiagem secaram não apenas os reservatórios, mas também o lençol freático, o subsolo de rios e represas. Por causa disso, hoje, parte da água que caiu da chuva é absorvida pela terra, o chamado efeito esponja.

"A partir do momento em que o solo está exposto há muito tempo, totalmente ressecado, a recuperação dos mananciais fica ainda mais lenta. Primeiramente, é preciso recompor o nível do lençol freático, até que a água aflore e comece a se armazenar na superfície da represa. Para que isso aconteça, o ideal é que sejam chuvas mais fracas e constantes, que deixam o tempo mais frio e úmido, favorecendo a penetração da água no solo e acelerando a recarga."

Calor

Esse cenário, contudo, é exatamente o oposto do que ocorreu no mês passado, quando o Alto Tietê registrou a menor vazão em oito décadas e o Cantareira, o pior agosto desde 1930. O tempo seco, com chuvas isoladas, e a temperatura mais quente dos últimos dez anos para o mês, alimentaram um segundo vilão natural dos mananciais nesta crise: a evaporação da água das represas.

"Desde 2014 as temperaturas têm ficado acima da média. Por causa da seca, quando chove, o solo fica úmido nas primeiras camadas, mas isso logo evapora com o calor. É uma perda contabilizada pelos nossos modelos de medição", afirma Adriana Cuartas, pesquisadora do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden). Desde maio de 2014, o órgão do governo federal faz um monitoramento próprio do Cantareira.

Em condições normais, durante o período padrão de estiagem, que vai de abril a setembro, os mananciais são abastecidos pela água que fica estocada no lençol freático após a estação chuvosa. "Ela faz o mesmo percurso da água superficial, migrando lentamente para os rios e represas, o que garante uma vazão mais perene nos períodos sem chuva", explica Côrtes.

Atualmente, porém, com a seca prolongada, essa reserva mínima acaba sendo sugada pela vegetação que cerca os corpos d'água, reduzindo a quantidade de água que corre para os reservatórios.

"A vegetação no entorno do manancial é de extrema importância para o equilíbrio do sistema. As raízes das árvores facilitam a penetração do solo, a sombra delas ajuda o solo a ficar úmido e a evitar a evaporação. Tudo isso garante um fluxo mais perene ao longo do tempo. Mas, nesse ambiente de escassez extrema, a vegetação compete com o manancial nas primeiras chuvas", conclui o professor da USP.

Fonte: Revista Exame

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