NEGOCIAÇÃO TRAVADA: Equatorial Goiás ignora realidade do setor e nega avanços básicos na primeira rodada

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A primeira rodada de negociações da Pauta de Reivindicações 2026-2028 entre o STIUEG e a Equatorial Goiás terminou com um gosto amargo de desrespeito para os trabalhadores. Em duas horas de reunião nesta quinta-feira, a empresa demonstrou uma postura rígida e descolada da realidade financeira do setor elétrico, negando pontos fundamentais que visam apenas a recomposição do poder de compra e a valorização da categoria.

O “Não” como resposta: Cláusulas 01 a 06

A discussão avançou apenas até a Cláusula 6ª, e o cenário desenhado pela empresa é de total estagnação. Entre os principais pontos de conflito, destacam-se:

  • Aumento Real e Produtividade (Cláusula 4ª): A categoria reivindica um reajuste de 9% a título de produtividade, fundamentado no batimento de metas dos últimos três anos. A Equatorial negou o pleito sumariamente.
  • Gratificação de Férias (Cláusula 6ª): A proposta de que a gratificação de férias corresponda à remuneração integral do empregado também foi rejeitada pela gestão.
  • Reposição da Inflação (Cláusula 3ª): Mesmo sobre o reajuste básico de 100% do INPC, a empresa se esquivou, alegando que o índice ainda não estaria disponível para fechar o acordo.

Argumentos “Vagos” vs. Dados Reais: O Sindicato desmente a empresa

A Equatorial tentou justificar a negativa de aumento real com o velho discurso de que “o mercado não comporta tais reajustes” e que seus salários já seriam “ótimos” com base em pesquisas internas.

O Sindicato, no entanto, não deixou a falácia passar. Com base em dados técnicos do DIEESE, ficou provado que a realidade do mercado brasileiro — e especificamente do setor de energia — é de valorização:

  1. Cenário Geral: Entre janeiro e novembro de 2025, 77,9% dos reajustes salariais no Brasil foram realizados acima do INPC.
  2. Setor de Energia Elétrica: No setor em que a Equatorial atua, o índice é ainda mais contundente: 61,3% dos acordos fechados garantiram ganho real aos trabalhadores.

Dizer que o mercado não concede aumento real é, portanto, uma tentativa deliberada de enganar a mesa de negociação diante de um setor que lucra bilhões.

Postura da Empresa sob Suspeita

A falta de clareza e o uso de argumentos genéricos geraram forte desconfiança na comissão de negociação. A categoria entende que a Equatorial está tentando ganhar tempo ou testar a mobilização dos trabalhadores.

Além do impasse financeiro, houve divergência na logística das reuniões. A empresa manifestou o desejo de realizar os encontros de forma online, mas o Sindicato manteve a posição firme da categoria: as negociações serão exclusivamente presenciais. Olho no olho e pressão direta são as únicas formas de garantir que os direitos não sejam negligenciados.

Próximos Passos

A próxima rodada de negociação já tem data marcada: dia 20 de maio (20/05). Até lá, a orientação é de alerta total nas bases.

“Não aceitaremos argumentos vazios enquanto os indicadores do setor mostram prosperidade. O lucro da empresa passa pelas mãos de cada trabalhador, e a valorização deve ser proporcional a esse esforço.” #JUNTOS