Sindicato denuncia demissões na Equatorial à federações nacionais e internacionais e alerta para risco no período chuvoso

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Documentos foram enviados à FURCEN, CNU e ISP. Entidade alerta que a perda de profissionais experientes coloca em risco a vida dos trabalhadores e o fornecimento de energia à população goiana durante o El Niño.

O STIUEG oficializou nesta semana uma grave denúncia contra a concessionária Equatorial junto a instâncias superiores de representação dos trabalhadores. Ofícios foram protocolados na Federação dos Urbanitários do Centro-Norte (FURCEN), na Confederação Nacional dos Urbanitários (CNU) e na Internacional de Serviços Públicos (ISP), relatando a recente onda de demissões arbitrárias promovida pela empresa em Goiás e solicitando intervenção urgente.

O objetivo da ação é articular apoio político e institucional, em âmbito nacional e internacional, para pressionar a concessionária a suspender os desligamentos. O movimento com as federações também prepara o terreno para que a recusa ao diálogo e a precarização das condições de trabalho sejam levadas aos mecanismos de denúncia e monitoramento da Organização Internacional do Trabalho (OIT).

Nos documentos enviados às entidades, o sindicato destaca que a Equatorial já apresenta uma alta rotatividade natural, impulsionada diretamente pelos baixos salários praticados. Contudo, as demissões desta semana atingem um ponto crítico ao ceifar deliberadamente trabalhadores experientes e com profundo conhecimento da rede elétrica local, o que caracteriza um grave desmonte da inteligência técnica do sistema.

O alerta máximo levado à FURCEN, CNU e ISP diz respeito aos riscos climáticos iminentes. O esvaziamento do quadro técnico ocorre às vésperas de um período chuvoso que, segundo previsões meteorológicas, será severamente impactado pelo fenômeno El Niño.

A direção do sindicato ressalta no ofício que a empresa está eliminando sua capacidade de resposta operacional exatamente quando a população mais precisará. Sem profissionais suficientes e qualificados para lidar com os estragos das tempestades, o risco de apagões e da demora no restabelecimento de energia é alarmante. Além disso, a entidade denuncia o risco letal imposto aos trabalhadores remanescentes, que enfrentarão sobrecarga de trabalho extrema e maior risco de acidentes fatais.

A entidade sindical requer o apoio imediato das federações e da ISP para cobrar da Equatorial o respeito aos tratados internacionais, como a Convenção 98 e a Recomendação 166 da OIT, exigindo a abertura de uma mesa de negociação com a categoria para preservar os postos de trabalho e assegurar a segurança operacional do serviço de distribuição de energia.